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Agronomia: Ciência para a Sustentabilidade

Agronomia significa o “conjunto das ciências e dos princípios que regem a prática da agricultura” (Dicionário Aurélio). A Agronomia procura conciliar ciência e arte para a gerar alimentos, beleza paisagística, empregos e dinamizar a cadeia produtiva.

            Agronomia constitui antigo estudo da terra, do solo, que desenvolve tecnologias para lidar com os recursos naturais. Tecnologias sustentáveis.  Porque, o que justifica a labuta do profissional de Agronomia é o constante desafio de produzir sob o compromisso de conservar as dádivas da Mãe Natureza: solo, água, vegetação, fauna, paisagem.

            Agronomia casa com sustentabilidade. Em todas as dimensões: ambiental, social, econômica, cultural. Daí porque o exercício da Agronomia pressupõe reunião de várias áreas: fitotecnia, zootecnia, antropologia, economia, administração, ecologia, sociologia, paisagismo, engenharia, química, física, biologia, edafologia, pedologia, biotecnologia, meteorologia, geoprocessamento e georeferenciamento, tecnologia de alimentos, política.

            O processo agropecuário, sintetizado no cultivo de plantas e criação de animais, provoca transformações no ambiente. A Agronomia procura potencializar os possíveis resultados positivos e minimizar os impactos negativos, mediante a integração e sinergia de diversos campos de estudo.

            Assim, por exemplo, determinada lavoura ao ser integrada com a pecuária, demanda a construção de instalações. As tecnologias aplicadas neste processo produtivo precisam ser adaptadas ao perfil cultural da comunidade agrícola local e devem atender aos requisitos de conservação da natureza. Por sua vez, a sustentabilidade econômica é alcançada pelos estudos de economia e administração, hoje focados sob a denominação de agronegócio.

            A exemplificação pretende refletir situação prática de aplicação da Ciência Agronômica, com interação de conhecimentos de diversas áreas. A Agronomia, ciência da agricultura, prescinde do organismo completo.

            Em analogia ao corpo humano, a Agronomia depende de seus pés, braços, cabeça, coração. Como imaginar o Especialista de Agronomia sem a Economia Agrícola, a Engenharia Florestal, a Engenharia de Alimentos, a Extensão Rural, a Engenharia Agrícola, a Administração em Agronegócios, a Engenharia Ambiental e a Zootecnia? Só para lembrar de segmentos que atualmente apresentam formação específica.

            A concepção holística e eclética faz parte da Agronomia, como a flora, fauna, água, terra, céu e homem compõem a Paisagem. Por conseqüência, é imperativa a formação completa do profissional de Agronomia ou a integração dos componentes correlatos.

            O dito popular prega que uma mentira propagada diversas vezes torna-se verdade. Dissociar Agronomia de suas partes, fragmentando-a, é ignorar a importância do todo, ou querer teorizar agricultura sem meio ambiente. È ver praia sem mar. Agricultura sem Agronomia.

Kleber Souza dos Santos, Eng. Agrônomo, M.Sc. em Gestão Econômica do Meio Ambiente, Coordenador da Câmara Especializada de Agronomia e Diretor de Fiscalização do Crea-DF.

 
 
AEADF - Associação dos Engenheiros Agrônomos do Distrito Federeal