InstituiçãoPublicaçõesLegislaçãoRepresentaçãoConvênios e ParceriasOportunidadesLinksContato

Palavra do Presidente

Assistência Técnica e Extensão Rural no Brasil

Ao longo de 2006 a Associação dos Engenheiros Agrônomos do Distrito Federal discutirá um importante tema relacionado aos trabalhos dos Engenheiros Agrônomos, de grande magnitude para a sociedade, para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, para a melhoria da qualidade e segurança dos alimentos e, conseqüente, melhoria da qualidade de vida do ser humano – “Assistência Técnica e Extensão Rural”.

O Sistema de Assistência Técnica e Extensão Rural no Brasil teve início nos anos 40 e cumpriu o seu papel como instrumento de política pública para o desenvolvimento do meio rural, gerador de alimentos e bens, com grandes contribuições para o desenvolvimento econômico e social do País.

Vejamos:
• Melhorou as condições econômicas e sociais da população rural.
• Aplicou os conhecimentos da ciência e as descobertas da pesquisa aos problemas do agricultor e de sua família.
• Estendeu ao povo rural conhecimentos e habilidades, para a melhoria do seu nível de vida. Estimulou os processos de mudanças da população rural, nos campos técnico, econômico e social.
• Contribuiu, com suas ações, para o alcance de aspirações pessoais e grupais e com capacidades em favor do progresso.
• Criou uma reação que resultou em melhores condições de vida e de trabalho para a população rural.
• Incorporou as massas rurais, através da educação, aos programas de desenvolvimento de um país.
• Acelerou o desenvolvimento econômico e social das áreas rurais.
• Aumentou a renda do agricultor.
• Serviu de ponte entre a pesquisa agropecuária e o produtor rural transferindo tecnologias apropriadas.

As atividades de Assistência Técnica e Extensão Rural no Brasil trouxeram, portanto, grandes resultados e benefícios, entretanto, como método promotor de desenvolvimento, que implica em alterações culturais, é preciso que se promovam permanentes mudanças estratégicas para que o mesmo se ajuste as mudanças da realidade ao longo dos tempos, necessidades e anseios da sociedade e do meio ambiente, pois os paradigmas de hoje são diferentes dos paradigmas de quando ela foi criada.

A Assistência Técnica e Extensão Rural galgou grandes resultados sob a administração da extinta EMBRATER - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, até o início da década de 90, quando algumas das EMATER’s, empresas públicas que prestavam os serviços em nível de Estado, foram extintas e outras foram agregadas as Secretarias de Agricultura das respectivas Unidades Federativas. A partir daí, os serviços públicos prestados aos produtores rurais entraram em declínio.

Hoje, observa-se que a falta de ajustes do sistema de desenvolvimento do País, baseado naquele modelo, resultou, ao longo de todos estes anos, em conseqüências ambientais que precisam ser corrigidas. Como a exaustão dos solos pela expansão da agricultura convencional com a monocultura ocupou grandes espaços, associada ao uso intensivo de insumos e máquinas agrícolas. Estas práticas não mais se ajustam à realidade e, portanto, há de se encontrar novo modelo de desenvolvimento. Um modelo sustentável que respeite o meio ambiente e produza alimentos seguros e de melhor qualidade.

Antes dos anos 70, o modelo desenvolvimentista era impulsionado pelos conceitos da “Revolução Verde” de produzir a qualquer custo. O social era esquecido. Hoje não há mais espaço para este modelo, precisando ser revisto.

A atividade de Assistência Técnica e Extensão Rural praticada até os dias de hoje, para se ajustar ä realidade e a este novo paradigma terá que passar por uma fase de transição entre as práticas anteriormente adotadas pelo método convencional de produção agropecuária e as novas práticas a serem adotadas no novo modelo de desenvolvimento sustentável, dentro de um enfoque agroecológico, com o uso de metodologias participativas.
No início do ano de 2003 o serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural foi recriado no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) pelo Decreto nº 4.739 de 13/06/2003 dentro de novas bases conceituais.

Este novo modelo não pode negar completamente o que foi feito até hoje e definirá, com a sociedade, um modelo participativo. É preciso integrar todas as dimensões neste novo modelo para o seu pleno êxito.

Brasília, 20 de maio de 2006.

Eng. Agrônomo José Silvino de Carvalho
Presidente da AEA-DF

 
 
PAC Agropecuário
Petrobras faz 1º exportação de alcool para os EUA
Integração Lavoura Pecuária
Anuidade de 2007: (Of. Circ. nº 116/2006;
Boletim Eletrônico Nº 1 de 20-05-2007
Precisamos Sair da Inércia!
Relatorio das atividades da diretoria executiva da AEA-DF de 2006 aprovado na AGO de 27/03/07

AEADF - Associação dos Engenheiros Agrônomos do Distrito Federeal